Aprendendo com a História para Construir um Futuro Melhor
O Colégio Anglo Itu ofereceu aos alunos uma manhã rica em aprendizado, reflexão e conexão com o passado. Tivemos a honra de receber o historiador e escritor Márcio Pitliuk, um especialista em Segunda Guerra Mundial, autor de várias obras sobre o assunto e curador do Museu do Holocausto de São Paulo, que trouxe uma palestra muito inspiradora sobre um dos períodos mais importantes da história.
O evento ficou ainda mais tocante com a presença de Gabriel Waldman, um sobrevivente do Holocausto. Ele, que nasceu na Hungria, contou sua emocionante história de vida, relembrando como fugiu de Budapeste, ainda criança, ao lado de sua mãe, em busca de segurança e esperança durante a perseguição nazista.
Mais do que uma simples aula de História, essa experiência deu aos alunos a chance de ouvir relatos reais e refletir sobre as consequências da intolerância, do preconceito e da violência. E também reforçou valores essenciais para o desenvolvimento humano, como empatia, respeito às diferenças, solidariedade e a defesa da dignidade de todos.
Manter viva a memória histórica é crucial para formar cidadãos conscientes e engajados na construção de uma sociedade mais justa, humana e pacífica. Estamos certos de que experiências como essa ampliam a visão dos estudantes sobre o mundo, deixando lições que eles levarão para a vida toda.
Um agradecimento especial aos convidados pela generosidade em compartilhar conhecimento, experiências e memórias tão valiosas. Foi uma manhã inesquecível, que com certeza ficará na memória de nossos alunos.
Curiosidade infantil e aprendizagem na infância
A curiosidade infantil aparece quando a criança observa, pergunta, testa possibilidades e tenta entender o funcionamento das coisas ao seu redor. Esse comportamento influencia diretamente a aprendizagem porque aumenta o interesse, favorece a atenção e ajuda a criança a relacionar novas informações com experiências que já conhece.
Desde os primeiros anos de vida, a criança investiga o ambiente por meio do corpo, da linguagem, da brincadeira e da convivência. Ela acompanha movimentos, manipula objetos, compara sons, experimenta materiais, faz perguntas e cria explicações próprias. Essas ações indicam uma forma ativa de aprender, em que a criança participa da construção do conhecimento e não apenas recebe informações dos adultos.
Quando a curiosidade é valorizada, o aprendizado tende a ganhar mais sentido. A criança se envolve com o tema, busca respostas, insiste diante de desafios e começa a perceber relações entre diferentes situações. Por isso, a curiosidade infantil está ligada ao desenvolvimento cognitivo, à linguagem, à criatividade, à autonomia e ao pensamento crítico.
O que caracteriza a curiosidade infantil
A curiosidade infantil pode aparecer em situações simples do cotidiano. Uma criança que pergunta por que chove, tenta descobrir como um brinquedo funciona, observa formigas no quintal ou compara objetos que afundam e flutuam está exercitando formas importantes de pensamento. Nesses momentos, ela mobiliza observação, memória, comparação, raciocínio e tentativa de explicação.
Esse comportamento não se limita às perguntas verbais. Crianças pequenas, que ainda estão desenvolvendo a fala, também demonstram curiosidade ao tocar, apontar, repetir ações, observar reações e explorar ambientes. A investigação infantil ocorre de maneira gradual, de acordo com a idade, o repertório e as oportunidades oferecidas em casa e na escola.
No ambiente escolar, a curiosidade ajuda o aluno a sair de uma posição passiva. Ao fazer perguntas, levantar hipóteses e participar de atividades investigativas, a criança passa a compreender que aprender envolve observar, testar, registrar, comparar e rever ideias. Esse percurso favorece uma relação mais ativa com o conhecimento.
“A curiosidade infantil deve ser observada como um sinal importante de envolvimento da criança com o que está aprendendo. Quando o aluno pergunta e tenta explicar, ele mostra que está organizando ideias e buscando sentido para a informação”, afirma Fábio Augusto de Oliveira e Silva, diretor geral do Colégio Anglo Itu, de Itu (SP).
Relação com aprendizagem e desenvolvimento
A curiosidade interfere na aprendizagem porque estimula a atenção e amplia a disposição da criança para participar. Quando há interesse por determinado assunto, a tendência é que ela observe melhor os detalhes, faça associações e tente compreender o processo, não apenas a resposta final.
Esse movimento contribui para diferentes habilidades. Na linguagem, as perguntas aumentam o vocabulário e exigem organização das ideias. No raciocínio lógico, a criança compara resultados, identifica padrões e percebe relações de causa e consequência. Na criatividade, testa caminhos, combina elementos e propõe soluções. Na autonomia, começa a entender que pode buscar respostas e participar da resolução de problemas.
A curiosidade infantil também fortalece a persistência. Em atividades de investigação, nem sempre a primeira tentativa funciona. Ao testar novamente, mudar a estratégia e observar o que aconteceu, a criança aprende a lidar com erros como parte do processo. Essa experiência é importante para o desenvolvimento escolar, pois ajuda a formar estudantes mais participativos e menos dependentes de respostas prontas.
Como estimular a curiosidade no cotidiano
Famílias e educadores podem estimular a curiosidade infantil sem transformar todas as situações em tarefas formais. O primeiro passo é acolher as perguntas da criança com atenção. Em vez de responder imediatamente a tudo, o adulto pode ampliar a conversa, perguntando o que ela imagina, como chegou àquela dúvida ou que caminho poderia ser usado para descobrir a resposta.
A rotina oferece muitas oportunidades. Preparar uma receita permite observar mudanças de textura, temperatura e consistência. Cuidar de uma planta ajuda a acompanhar crescimento, necessidade de água e influência da luz. Organizar objetos por cor, tamanho ou função desenvolve noções de classificação. Observar chuva, vento, insetos, sons e sombras ajuda a criança a perceber fenômenos presentes no ambiente.
A leitura compartilhada também é uma prática importante. Livros apresentam situações, personagens, lugares e problemas que ampliam o repertório infantil. Durante a leitura, a criança pode antecipar acontecimentos, interpretar imagens, comparar histórias e relacionar o enredo com experiências reais. Mesmo antes da alfabetização, esse contato favorece linguagem, atenção e imaginação.
Brincadeiras cumprem função semelhante. Jogos de construção envolvem planejamento, equilíbrio e resolução de problemas. Atividades com massinha, água, areia, tintas e blocos permitem explorar texturas, formas, volumes e combinações. Brincadeiras simbólicas ajudam a criança a organizar experiências, criar situações e experimentar papéis sociais.
O papel da escola no estímulo à investigação
A escola contribui para estimular a curiosidade infantil quando organiza experiências intencionais de aprendizagem. Isso ocorre em rodas de conversa, projetos, pesquisas simples, atividades de observação, experiências científicas, leituras, jogos, produções artísticas e desafios adequados à faixa etária.
Na Educação Infantil, experiências sensoriais e exploração de materiais são especialmente relevantes. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, projetos sobre animais, plantas, corpo humano, mapas, profissões e fenômenos naturais podem transformar perguntas dos alunos em pesquisa orientada. Com o avanço da escolaridade, a curiosidade pode ser trabalhada por meio de análise de fontes, comparação de informações e construção de hipóteses.
O professor tem papel central nesse processo. Cabe a ele escutar as perguntas, organizar a investigação, oferecer repertório e ajudar os alunos a avançar em suas explicações. A mediação docente permite que a curiosidade espontânea se transforme em aprendizagem estruturada, com observação, registro, conversa e sistematização.
Fábio Augusto de Oliveira e Silva observa que a escola precisa diferenciar curiosidade de dispersão. “A pergunta da criança pode indicar interesse real por um tema. Quando bem conduzida, ela ajuda o professor a aprofundar conteúdos e a aproximar o aprendizado da experiência do aluno”, explica.
Ambientes que favorecem perguntas
A curiosidade infantil se desenvolve melhor em ambientes nos quais a criança se sente segura para perguntar, tentar e errar. Quando há medo de exposição, correção excessiva ou ridicularização, a tendência é que ela participe menos. Por isso, a forma como adultos respondem às dúvidas interfere diretamente na disposição da criança para continuar investigando.
Também é importante evitar o excesso de respostas prontas e de atividades excessivamente dirigidas. Crianças precisam de tempo para brincar, observar, imaginar e explorar. O uso de telas de modo passivo, agendas muito controladas e pouca oportunidade de contato com materiais variados podem reduzir momentos de investigação espontânea.
A curiosidade infantil não depende de recursos complexos. Uma boa conversa, uma observação no pátio, uma experiência simples, uma leitura bem conduzida ou uma brincadeira aberta podem gerar perguntas relevantes. O ponto principal é permitir que a criança participe do processo, formule hipóteses, compare resultados e perceba que aprender envolve investigação contínua.
Para saber mais sobre o assunto, visite: https://institutoayrtonsenna.org.br/como-estimular-a-criatividade-infantil/ e https://novaescola.org.br/conteudo/12604/blog-de-alfabetizacao-como-estimular-a-curiosidade-cientifica-nas-criancas
Anglo Itu é premiado na Convenção Anglo com mais um Leão de Ouro
É a força de uma história construída com dedicação e compromisso com a educação. Durante a Convenção Nacional do Sistema Anglo 2026, realizada em Atibaia (SP), o Anglo Itu recebeu mais um Leão de Ouro, a maior homenagem concedida pelo Sistema Anglo de Ensino às escolas parceiras que se destacam ao longo de sua trajetória. Desta vez, o reconhecimento celebrou os 40 anos de parceria entre o colégio e o Anglo, uma caminhada iniciada em 1986 e marcada pela busca constante da excelência acadêmica e humana.
O encontro reuniu mais de 1.200 líderes educacionais de diversas regiões do país em uma programação intensa voltada à troca de experiências, inovação pedagógica e reflexões sobre os caminhos da educação brasileira. Em meio a gestores, coordenadores e educadores de mais de 1.100 escolas parceiras da rede, o Anglo Itu voltou a ganhar destaque pelo trabalho desenvolvido ao longo das últimas décadas.
“Mais do que uma premiação, o Leão de Ouro representa reconhecimento e a força de um projeto educacional que é construído todos os dias por toda a nossa comunidade escolar. Estamos muito felizes e agradecidos”, destaca Fábio Augusto de Oliveira e Silva, diretor geral do Colégio Anglo Itu.
Ao longo de sua história, o colégio vem acumulando importantes reconhecimentos dentro do Sistema Anglo, como o Leão de Ouro na categoria “Maior engajamento nos simulados pré-vestibulares”, envolvendo alunos dos terceiros anos e cursinhos, entre mais de 900 escolas espalhadas por todo o Brasil, além do primeiro lugar no desempenho em simulados do 9º ano entre mais de 600 colégios do sistema. Veja mais nesta matéria: Ganhou prêmio máximo Leão de Ouro | Colégio Anglo Itu
Uma trajetória construída por pessoas
Celebrar 40 anos de parceria com o Sistema Anglo também significa olhar para a história construída dentro das salas de aula, nos corredores da escola e na relação diária entre educadores, alunos e famílias. Ao longo dessas quatro décadas, o Anglo Itu consolidou uma trajetória marcada pelo compromisso com o ensino de qualidade e pelo cuidado com a formação integral de seus estudantes.
Esse reconhecimento é resultado do trabalho de todos os educadores que, diariamente, se dedicam à missão de ensinar com responsabilidade, atenção e proximidade. São profissionais que acompanham as transformações da educação, buscam atualização constante e acreditam no poder do conhecimento como ferramenta de transformação.
A trajetória do colégio também é construída pelos estudantes, que desempenham um papel ativo nesse processo. O comprometimento com os estudos, a participação nas atividades pedagógicas e a dedicação aos objetivos acadêmicos fazem parte da cultura construída ao longo dos anos dentro da instituição.
Mais do que resultados em vestibulares ou premiações recebidas, o Anglo Itu fortaleceu sua reputação por manter uma educação conectada às necessidades do presente e preparada para os desafios do futuro. Uma caminhada pautada pela responsabilidade, pela construção de valores e pela busca permanente da excelência no ensino.
Durante a convenção, ficou evidente o respeito conquistado pelo colégio entre parceiros educacionais e demais escolas da rede, como exemplo de consistência, comprometimento e capacidade de evolução ao longo das décadas.
Convenção Anglo 2026
O encontro se consolidou mais uma vez como um dos principais eventos educacionais do país, promovendo discussões relevantes sobre os desafios e as transformações da aprendizagem contemporânea.
O Sistema Anglo, reconhecido como o sistema que mais aprova no Brasil, conta atualmente com mais de 1.100 escolas parceiras e cerca de 28 mil professores. Os números demonstram a força da rede e a importância de eventos que aproximam profissionais da educação.
Entre os destaques da programação estiveram reflexões sobre valores, propósito, pertencimento e o papel da escola na formação das novas gerações. Ao longo dos três dias de programação, palestras e oficinas abordaram inovação pedagógica, inteligência artificial aplicada ao ensino, desenvolvimento socioemocional e preparação para vestibulares.
Para o Anglo Itu, participar da convenção representa muito mais do que acompanhar tendências educacionais. O encontro fortalece conexões, amplia repertórios e inspira novas possibilidades para o cotidiano escolar.
Olhar para o futuro
A homenagem recebida simboliza não apenas conquistas acadêmicas, mas também a força de uma comunidade escolar formada por educadores comprometidos, estudantes dedicados e famílias que acreditam na educação como caminho para transformar vidas.
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